Relembrar sim, mas só às vezes
Ah essa mania de esquecer das coisas bobas que traziam alegria, de exigir demais da felicidade e ignorar o que de mais simples ela pode oferecer. Os lugares, salvo pequenas modificações, ainda são os mesmos, ss verdadeiras mudanças acontecem em nós. Resolvi então deixar de lado essa mania de crescer e colocar num canto escondido da memória o que parece coisa de criança. Voltei ao lugar que era refúgio e lá me deixei ficar, sem pressa, sem desculpas. Dessa vez não mais com os olhos viciados que mal reparam no que acontece ao redor, que veem o todo, mas são incapazes de enxergar os detalhes. Olhei com olhos de criança que tudo encanta, intriga e sensibiliza. Ali parada senti cheiro de grama cortada, de livro velho e empoeirado, de infância. Mais do que qualquer coisa, senti falta de tudo isso. Senti falta dos joelhos ralados, do choro compulsivo de quem foi contrariada, do cabelo amarrado num rabo mal feito de quem só se importava em aproveitar uma tarde ensolarada. Às vezes é preciso lembrar disso tudo para não esquecer aquilo que vale a pena, para não deixar passar o que deveria ser permanente, mas só às vezes. Ser criança é bom, mas melhor ainda é crescer, descobrir o que o mundo ali fora tem para nos oferecer. transformar os sonhos de infância em realizações de gente grande. Sabe de uma coisa? Bom mesmo é viver.
- February 23 2012 | - Read More →









